7 de mai. de 2014

Dedico estas letras às mulheres. Mulheres que escolheram ser livres, apesar de manterem sempre o coração preso a algo ou alguém. Mulheres que lutam e manejam espadas tão bem quanto seguram flores. Que rodam seus vestidos tão singelamente quanto vestem suas calças jeans. E que sabem se cuidar muito bem sozinhas, apesar de não dispensarem um colo. Mulheres! que naturalmente sofrem ao menos uma vez por mês e, ainda assim, encaram os problemas. Mulheres, que dessa lição, tiram todas as outras. Sempre levantar-se da cama. Nunca deixar-se abater. Marias, Anas e Marianas… que desarrumadas são ainda mais lindas. Que enfrentam milhares de dificuldades e ainda conseguem chorar com um filme de romance. Ou que enjoam de sorvete e lágrimas e entregam-se para sempre aos filmes de ação policial. Que são decididas! São 8 ou 80! Loucas! Enfim, marcantes. Que buscam os sonhos onde quer que estejam, seja lá o que lhes seja dito. Acreditam em contos de fadas mesmo tendo encontrado mil sapos na janela. Mulheres! Que apesar da injusta denominação como “sexo frágil” cuidam dos filhos, ou da casa, ou dos gatos, ou de si mesma enquanto passam noites em claro fazendo projetos, cálculos e planos. Mulheres que são bruxas e fadas. Que parecem de louça. Que estão sempre por um triz. Mulheres! Que encantam e cantam enquanto dançam na corda bamba da vida sem nunca cair. Que são fortes e ao mesmo tempo leves, como se um dia o universo desenhasse um rascunho tão belo que não precisou traçar mais forte. Como se, por poesia, ele juntasse o amor e a dor num trecho só e desse o nome mais bonito que podia: mulher.”

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